CONTATOS

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O RESUMO DA PREGAÇÃO DE DOMINGO DIA 19 DE JUNHO

O GRANDE DESAFIO

Mateus 16:24-26
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?

INTRODUÇÃO

            Aqui temos um dos temas que dominam e se reiteram no ensino de Jesus. Trata-se de coisas que Jesus repetiu algumas vezes (Mat. 10:37-39; Mar. 8:34-37; Luc. 9:23-27; 14:25-27; 17:33; João 12:25). Uma e outra vez Jesus confrontou os homens com  o desafio da vida cristã.
            Há três coisas que o homem deve estar disposto a fazer para viver a vida cristã:

(1)  Deve negar-se a si mesmo.

            O grande pregador Billy Graham afirmou que “a salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos”.
            C.S. Lewis dizia: “A coisa mais difícil, quase impossível, é entregar o seu ser totalmente – todas as suas vontades e precauções – a Cristo.”
            O apostolo Paulo nos ensina o caminho da negação. Veja romanos 8:13: “…se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, ….”. Ainda em gálatas 5: 24. Paulo diz: “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos…”.
            Agostinho dizia que “…o nosso maior inimigo é o nosso eu”. Mas, o nosso eu pode ser vencido pelo poder do Espírito.

            Em geral empregamos o termo negação de si mesmo em um sentido restringido. Utilizamo-lo para significar prescindir de algo, ou  renunciar a algo. Uma semana de abnegação (oração e jejum), por exemplo, é uma semana na qual prescindimos de certos prazeres ou luxos, em geral com o propósito de contribuir a alguma boa causa. Mas isso não é mais que uma parte muito pequena do que Jesus quis dizer ao falar da negação de si mesmo.
            Negar-se a si mesmo significa dizer não a si mesmo em todos os momentos da vida e dizer sim a Deus. Negar-se a si mesmo significa destronar-se a si mesmo de uma vez e para sempre e entronizar a Deus. Negar-se a si mesmo significa apagar-se a si mesmo como princípio dominante na vida e fazer de Deus o princípio diretor, mais ainda, a paixão dominante da vida. A vida de uma auto-negação constante é uma vida de assentimento constante a Deus.
(2) Deve tomar sua cruz. Quer dizer, deve carregar o peso do sacrifício.
Ilustração:
Certo servo de Deus cansado de suas lutas e tribulações, um dia tem um sonho. Neste sonho, ele resolveu falar para Jesus (em oração) que não aguentava mais carregar a sua cruz, pois era muito pesada e difícil de carregá-la.
Então Jesus ao servo: Pois bem, coloque a sua cruz nesta sala, entre nas demais salas à sua frente e pegue a cruz que você quiser ou agradar.
O servo foi feliz da vida e colocou a sua cruz no chão da sala determinada por Jesus e saiu nas outras salas procurando uma cruz que lhe agradasse. Então o servo começou a sua procura. Entrava e saia das salas, mas não se agradava de nenhuma daquelas cruzes que estavam ali naquelas salas, pois tinha “cada cruz” que ele não conseguia nem olhar o topo...
...e, continuou a sua busca. Continuou a encontrar somente cruzes enormes e maiores que a sua. Até que em um dado momento avistou uma cruz pequenina num cantinho de uma daquelas salas.
Sorridente se agradou daquela cruz e falou: Senhor eu quero esta, posso pegá-la ?
Jesus olhando para o servo disse: – Esta cruz é exatamente aquela que você trouxe e deixou aqui.
MORAL: “Nunca peça uma cruz mais leve, Mas sempre peça, ombros mais fortes”.


            A vida cristã é uma vida de serviço sacrificial. O cristão pode ter que abandonar a ambição pessoal para servir a Cristo. Pode ser que descubra que o lugar onde pode oferecer o maior serviço a Jesus Cristo é um lugar onde a recompensa será pequena e o prestígio será nulo. Sem dúvida terá que sacrificar tempo e prazer a fim de servir a Deus mediante o serviço a seu próximo. Para expressá-lo em forma muito simples: pode ser que terei que sacrificar o conforto do lar, o prazer de uma visita a um lugar de recreio, pelas obrigações  impostas pelo fato de ser o maior dentro de um grupo, pelas exigências do clube de jovens, a visita à casa de alguma alma triste ou sozinha.  Pode ser que tenha que sacrificar certas coisas que poderia possuir a fim de poder dar mais. A vida cristã é a vida de sacrifício.
            Lucas, em um rasgo de aguda percepção, acrescenta uma palavra a esta ordem de Jesus: "Tome cada dia sua cruz." O verdadeiramente importante não são os grandes momentos de sacrifício, mas uma vida de compreensão constante e minuto a minuto das exigências de Deus e as necessidades dos homens. A vida cristã é uma vida que sempre está mais preocupada com os outros que por si mesmo.
(3) Deve seguir a Jesus Cristo. Quer dizer, deve manifestar uma obediência perfeita a Jesus Cristo. Quando éramos jovens estávamos acostumadas a brincar um jogo chamado "seguir o líder". Era preciso copiar tudo o que fazia o líder por mais difícil e, no caso do jogo, por mais ridículo que fosse. A vida cristã é um constante seguir o líder, uma constante obediência em pensamento, palavra e ação a Jesus Cristo. O cristão segue nos passos de Jesus Cristo, em qualquer lugar que Ele o levar.

PERDER E ACHAR A VIDA

            Alguém já disse que “as vezes é preciso perder para ganhar”. Jesus perdeu a vida, mas ganhou a minha vida e a sua. Ele perdeu a vida para ganhar o mundo.
No evangelho de João 12:24 Jesus diz: “…se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.”
            Mateus 16:24-26 -  Neste mundo existe uma diferença profunda entre  existir e  viver. Existir é simplesmente deixar que  os pulmões respirem e o coração pulse. Viver significa viver em um mundo onde tudo vale a pena, onde há paz na alma, alegria no coração e alegria em cada instante. Aqui Jesus nos dá as indicações para a vida como algo diferente da existência.
1) O homem que vai atrás da segunda perde a vida. Mateus escrevia entre os anos 80 e 90 d. C. De maneira que escrevia nos dias mais amargos das perseguições. O que dizia era o seguinte: "É muito possível que chegue o momento em que  vocês possam salvar sua vida abandonando a fé, mas se o fizerem, longe de salvar a vida no verdadeiro sentido, perdê-la-ão." O homem fiel pode morrer, mas morre para viver; quem abandona sua fé indo atrás da segurança, pode viver, mas vive para morrer. Em nossa época e em nossa geração não se trata de martírio, mas segue vigente o fato de que se enfrentarmos a  vida como uma busca constante de segurança, conforto,  carência de dificuldades, se cada decisão que tomamos está apoiada  em motivações de prudência e de reputação mundana, estamos perdendo  tudo o que faz com que a vida mereça ser vivida. A vida se converte em algo oco e brando quando poderia ter sido uma aventura. A vida se converte em algo egoísta, quando poderia ter sido algo radiante pela atitude de serviço. A vida se
converte em algo condenado à dimensão terrestre quando poderia ter sido algo que apontava sempre às estrelas. 
            Em uma oportunidade alguém escreveu um epitáfio muito amargo a respeito de uma pessoa: "Nasceu homem e morreu comerciante." Poderia-se substituir a palavra comerciante por qualquer ofício ou profissão. O homem que busca a segurança deixa de ser homem, porque o homem é feito à imagem de Deus. 
(2) O homem que arrisca tudo por Cristo – e possivelmente pareça que perdeu tudo – encontra a vida. A história nos ensina que sempre foram as almas aventureiras que  disseram adeus à segurança as que escreveram seu nome na história e ajudaram em grande medida o mundo dos homens. Se não tivessem existido quem estava dispostos a correr riscos, mais de uma medicina não existiria. Se não tivessem existido os que estiveram dispostos a arriscar-se, muitas das máquinas que facilitam a vida não seriam inventadas. Se não existissem mães dispostas a correr o risco, não nasceria  nenhum menino. O homem que está disposto "a arriscar a vida pela verdade de que Deus existe" é quem, em última instância, encontra a vida.
(3) Logo Jesus fala com advertência: "Suponham que alguém busca a segurança, suponham que obtém o mundo inteiro, e suponham que mais tarde descobre que essa vida não vale a pena; o que pode dar para voltar a ganhar sua vida?" E a triste verdade é que não podemos voltar a obter a vida. Em cada decisão da  vida nos convertemos em algo.
            Convertemo-nos em um  determinado tipo de pessoa, construímos em forma constante e iniludível certo tipo de personalidade e de caráter, fazemo-nos capazes de fazer certas  coisas e totalmente incapazes de fazer outras. É perfeitamente possível que alguém obtenha tudo o que se propôs e que uma manhã desperte e descubra que perdeu as coisas mais importantes.
            O  mundo representa as coisas materiais por oposição a Deus. E se podem dizer três opiniões a respeito das coisas materiais:
(a) Ninguém as pode levar consigo no final de seus dias. Só pode levar a si mesmo e se degradou  para obtê-las, seu arrependimento será algo amargo.
(b) Não podem ajudar o homem nos dias difíceis. As coisas materiais jamais comporão um coração destroçado ou consolarão a uma alma solitária.
(c) Se por acaso alguém obteve suas posses materiais em forma desonesta, chegará o momento em que ouvirá a voz da consciência e conhecerá seu inferno deste lado da tumba.  O mundo está cheio de vozes que proclamam que o homem que vende a vida autêntica em troca de coisas materiais é um tolo.
(4) Por último, Jesus pergunta: "Que recompensa dará o homem por sua alma?" A versão grega diz: "Que antallagma dará o homem por sua alma?" Esta palavra é interessante. No livro de Eclesiástes lemos: "O amigo fiel não tem preço." e "Não  tem preço a [mulher] bem educada" (Eclesiáste 6:15; 26:14). Significa que não há preço com o qual se possa comprar um amigo fiel ou uma alma bem educada. De maneira que esta frase final de Jesus pode significar duas coisas.
(a) Pode querer dizer: Uma vez  que o homem perdeu sua vida autêntica devido a seu desejo de segurança e de coisas materiais, não poderá recuperá-la por  nenhum preço. Fez-se  a si mesmo algo que jamais pode ser completamente apagado.
(b) Pode significar: O homem deve ele próprio e tudo o que tem a Cristo, e não há nada que possa entregar a Cristo em lugar de sua vida. É muito possível que alguém trate de dar seu dinheiro a Cristo e que entretanto não lhe entregue sua vida. É mais provável ainda que alguém renda um serviço aparente a Cristo e que não lhe entregue sua vida. Mais de uma pessoa dá sua oferenda voluntária semanal à igreja mas não vai à igreja; é evidente que isto não satisfaz as exigências impostas aos membros da igreja. O único dom que podemos fazer à igreja é dar-nos a nós mesmos, e o único dom que podemos fazer a Cristo é nossa vida inteira. Não há nada que possa substituir e isso é a única coisa válida.



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