CONTATOS

domingo, 17 de setembro de 2017

Debora – mulher de Deus



Debora – mulher de Deus

Débora, uma profetisa, mulher de Lapidote, liderava Israel naquela época.
Ela se sentava debaixo da tamareira de Débora, entre Ramá e Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam, para que ela decidisse as suas questões.
Juízes 4:4,5

“Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel.”(Jz 5.7)
(Juízes 4; 5)  “Desperta, Débora, desperta , desperta, acorda, entoa um cântico;” Jz 5.12

Introdução:
Vivemos dias ruins, maus, turbulentos, assustadores. A família tem sido alvejada costantemente, e vemos aos nossos olhos lares que se disbaratam, mães que abandonam suas casas, pais que nunca viram seus filhos, filhos que não suportam olhar para os pais. Família que experimentam o amargo abondono, e da traição. Adultérios da alma! Longes da realidade de um lar.
A pós-modernidade debate o conceito primaz da família, para se ter uma família dizem, não é necessário um homem e uma mulher, basta ter “amor”. E em busca de uma falsa liberdade, e uma vã ilusão, a família tem enfrentado um forte combate.
São tempos de guerra, não de paz. Tempos de luta, não de descanso. Dias de batalha. Vivemos cercados por diversos perigos: drogas, imoralidade sexual, violência, corrupção, mortes, entretenimento que fecham nossos olhos. E diante deste cenário muitas famílias tem sucumbido.
Por este motivo, o clamor por um despertamento de homens e mulheres, que se preparem para tal batalha é ainda hoje vivo em nossos corações.
Ainda hoje podemos ouvir o grito de desespero dos filhos de Israel, da Igreja de Cristo: Mulheres, despertem, levantem-se para a batalha! Pais, ergam-se, filhos não se prostrem, jovem apronta-te para a peleja. Débora Desperta!!! Abra os olhos para a realidade! Desperta!!!
Este é o clamor de Deus para nossa geração, você pode ouvi-lo?  Você pode percebê-lo dentro de sua casa?

Contexto Histórico-Social (Jz 4;5).

Débora representa este alto padrão, de uma mulher que não se curvou e não se prostrou diante de um tempo difícil. O contexto social de seu povo, não distava tanto do nosso. A bíblia diz que, no tempo dos Juízes, não havia um rei humano sobre Israel, e as pessoas faziam o que bem entendiam.  (Jz 17.6;21.25). As pessoas agiam conforme seu bel prazer, fazendo o que era mau diante do Senhor.  Característica, também, de nossa geração.

SEMELHANÇAS COM NOSSO TEMPO:
1.      Eram tempos de apostasia. (Jz 5.8) A Bíblia diz que aquele povo escolheu deuses novos para si. Desprezaram o Senhor, o único Deus. Rejeitaram seus preceitos. Hoje, no século XXI, nossa sociedade busca novos deuses, e jamais se satisfazem, pois são fontes sem vida (sexo, dinheiro, religião, falsos amores, falsas riquezas)
2.      Eram tempos de guerra. (Jz 5.8).a guerra estava às portas”. Neste contexto a guerra era literal, o exército inimigo (cananeus) era preparado, e tinha “novecentos carros de ferro” (Jz 4.1). Isto significava dizer que, o exército do inimigo era praticamente invencível. Israel tinha apenas uma infantaria, faltava-lhes cavalos, e carros de combate.
      Em nossos dias a guerra é espiritual, (Ef 6.11,12) “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Este termo “ciladas”, é um termo grego que se refere a “estratégias articuladas”, métodos, planos”. – O inimigo não brinca, ele está em guerra.
3.      Eram tempos de apatia, indiferença. (Jz 5.8) “Não se via escudo nem lança entre quarenta mil em Israel”.  Não obstante a guerra que estava armada, ninguém se posicionava. Ninguém se prontificava, niguém se lançava  à combater. A Bíblia diz que os útimos dias seriam dias difícies, em que os homens seriam “amantes de si mesmo”, II Tm 3.1. Estes são os nossos dias, as pessoas se idolatram e não querem lutar uns pelos outros, não se prontificam, não se comprometem.
4.      Eram tempos de pecado. (Jz 4.1) “Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau perante os olhos do Senhor”. (Jz 5.6) “desvios tortuosos” Nossa sociedade também não está diferente. Deus abomina o pecado (Rm 3.23), Deus abomina a corrupção, a violência dos nossos dias, o adultério, o assassinato, Deus não suporta o pecado de nossa geração idólatra, mística e imoral. Nossa sociedade não entra pelo caminho, que é Cristo, e tem andado por atalhos e desvios tortuosos.
5.      Eram tempos de opressão. (Jz 4.3). “ Jabim... tinha novecentos cavalos de ferro, e por vinte anos oprimia  duramente os filhos de Israel”. Quantos famílias, quantos lares, quantas vidas ainda hoje vivem esta realidade de opressão em nossos dias, são anos a fio, de acusações e opressões: lutas, dissabores, inimigos da alma.
6.      Eram tempos de dormência espiritual (Jz 5.7). A bíblia diz que Israel ficou deserta, e dormiram “Ficaram desertas as aldeias em Israel, respousaram”. Infelizmente esta é a realidade de muitos que são chamados, como as virgens loucas, e também como as prudentes de Mt 25, dormem! Dormem e fecham os olhos para a realidade. É um aspecto de negação do que estamos vivendo.
Mas não podemos fechar os nossos olhos para a realidade! Até mesmo dentro das igrejas, filhos e pais, esposos e esposas estão se perdendo. Estamos em dias maus, quem irá se levantar???

Débora se levantou : “Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel” (Jz 5.7).
O senhor nos pergunta também, até quando estaremos desatentas, até quando esperaremos o inimigo saquear nossos lares, nossas famílias, nosso conjuge? É tempo de despertar, e se levantar! Diga com autoridade à quem está perto: Desperta e se levanta, porque o Senhor está com você! Como podemos ter um coração de Débora? Que se levanta, e luta?

CARACTERÍSITCAS DE DÉBORA/GUERREIRA:

1. tem experiência com Deus.  (Jz 5.4-5).
A profetisa Débora só pode se levantar com poder e autoridade em Israel, porque tinha uma vida com Deus. Ela era uma profetisa, sabia ouvir a voz de Deus, e tinha comunhão com Ele. Mas do que isso conhecia muito bem quem era Deus.  Em seu cântico, ela declara os feitos de Deus em Israel e testemunha da vitória do povo de Deus em Israel, se referindo aos seus feitos no êxodo.
Para ser uma Débora, uma mulher, homem guerreiro, de oração é necessário ter conhecimento de Deus. Experimentar ao Senhor. Conhecê-lo em profundidade (Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará – Conhecer original Grego = experimentar).
Jó depois da provação declarou: Antes de conhecia apenas de ouvir falar, mas hoje os meu olhos te veem.” Você tem visto o Senhor agir em sua vida?
    2.   é um lugar de refúgio para o aflito.
A bíblia diz que Débora em meio aquela sociedade de caos era como um lugar de refúgio, para as pessoas ao seu redor.  Ela se sentava debaixo de uma palmeira e julgava a causa do povo.  V.5 “Ela atendia debaixo da palmeira de Débora”...  e os filhos de Israel subiam até ela em juízo.  Ele julgava e aconselhava.
Diante de nosso contexto, também podemos ser como Débora,  há muitos aflitos que procuram um lugar seguro.
A mulher sábia, virtuosa de Pv 31, fala com entendimento”
Débora não tinha um trono, nem mesmo um palácio, ela tinha uma palmeira. E uma palmeira era o suficiente. Quarto de guerra - filme
Seja uma guardadora espiritual dos seus! Do seu esposo, de sua casa, de seus flhos.. você não precisa esperar ter uma mansão, nem mesmo,  ser o título eclesiástico, Débora tinha uma palmeira, mas não era qualquer palmeira, era a sua palmeira. Seu lugar de conselho e refúgio para tantos.

3. não se conforma com o caos da vida.
Porque existem poucas mães que lutam? Porque existem poucos que oram? Poucos que se dispõe? Poucos que perseveram?  Porque muitos se conformaram com a destruição, com a derrota, com a perda, com o caos da vida.
Pensam que não vale, a pena, que os esforços de nada servem, já oraram tanto, já pediram tanto, já jejuaram, já buscaram, mas desistiram. Se conformaram.
Débora não aceitou aquela situação, ela fez alguma coisa. Se pôs debaixo da Palmeira, orava, buscava a Deus e agiu. E Deus lhe mostrou que a vitória viria através de Baraque. O que ela fez? MANDOU CHAMAR BARAQUE. Não foi Baraque que a procurou. Ela movida pela sua oração e direção de Deus, mandou-lhe chamar. Ela acreditava. 
Se você quiser ser uma mulher com um coração de Débora, não se conforme com este mundo! Não se conforme com o pecado no seu lar, não aceite que seus filhos morram espiritualmente, não concorde com a depressão que sorrateiramente entra em sua casa, não aceite a miséria no seu lar, não concorde, não tome a forma do mundo, não se conforme.
Provérbios diz que o preguiçoso vê o leão rugindo lá fora na rua e diz: “Vou morrer”
Não!!! Lute até o fim!  Ana  = uma mulher que não se conformou com a esterilidade, e gerou um filho.  “A oração de um justo pode muito em seus efeitos”

     4. busca as estratégias de Deus Jz 4.6; 9
Jamais entre em uma guerra sem as armas certas!
Sem a estratégia certa. Jesus disse isso aos seus discípulos ao falar sobre a vida cristã. Ninguém começa uma construção sem primeiro se assentar e calacular os gastos, para saber quanto gastará, para depois não ficar envergonhado, como um homem tolo. Ele disse o mesmo a respeito da guerra.
Débora recebeu de deus as estratégias de guerra, com quantos Baraque venceria, e como venceria.
Não se iluda com os seus recursos. Não lute com as suas estratégia. Com o muito falar, com a vingança, com os gritos, com o choro, com a manha. Nada disso é arma de guerra! É obra da carne!
Deus te capacitara pra esta guerra, busque nele!!!! Salmos 20. 7

     5. tem certeza da vitória ( Jz 4.7,9)
O senhor garantiu a vitória: “..darei em suas mãos o inimigo”.
Nesta batalha da vida, o Senhor  já nos garantiu a vitória em Jesus Cristo. Não há nada que possa anular o sacrifício de Jesus Cristo na cruz por nós. Esta vitória esta consumada! Acabada! A sua vitória, é a vitoria da cruz, da ressurreição de Cristo.
Os inimigos de Israel eram muitos, a força deles era pouca, mas a vitória já estava garantida. Acredite também! Que prazer de Deus está em te ver vitorioso! Jamais lute, jamais ore sem esperar a resposta de Deus!

    6. não recua na batalha (Jz 4.9) – bota a mão na massa
Depois de chamar Baraque à responsabilidade, à ir a guerra, ele pediu sua ajuda, “irei somente se fores comigo”.  Este poderia ser um momento crucial. Débora teria que enfrentar o campo de batalha, estar junto na guerra, lutar lado a lado. Se ela recuasse, tudo estaria perdido. Mas uma verdadeira Débora sabe que jamais poderia voltar atrás.
Quantos desistem, quantos, param no meio do caminho.

Ilustração: Da mãe que orava pelo filho drogado, e quase desistiu.
“Conta-se uma história de uma mãe que há muito tempo orava pelo seu filho, que era viciado em drogas, mas a cada dia, ela via que o filho mais se afundava, sem entender e pensando que suas orações de nada estava valendo ela decidiu em seu coração desistir, Parar de lutar pelo filho, parar de orar. Na mesma noite ela ouviu quando o filho chegou em casa, batendo as portas pela madrugada e indo deitar-se, ao dormir, horas depois ela acordou com os gritos do filho desesperado, chorando, assustada, correu até ele, o moço disse mãe, tive um sonho assustador. Sonhei que você estava em uma grande corrida, mas quando estava prestes a cruzar a linha de chegada a senhora desistia da corrida. E aos prantos, ele clamou: “Mãe, por favor não desista de mim! Você está quase vencendo, não pare de correr! Enfrente a guerra, e vá ate o fim!
    7. é uma voz de coragem e incentivo. Jz 4.14
Quando estavam diante do inimigo Débora disse a Baraque: “Dispoe-te”
Tenha corajem, seja forte! Você conseguirá, o Senhor te deu o inimigo. Baraque era um guerreiro que precisava ser despertado, e através do encorajamento de Debora este homem se levantou.
Encoraje! Através da oração, você também pode encorajar a muitos,  e mudar o rumo até mesmo de uma nação inteira. Seja tutora de uma criança, elogie, acredite nos seus, viva uma vida de encorajamento. Pq o Senhor é aquele que te fortalece, você também pode fortalecer o guerreiro que está adormecido dentro de sua casa.
     8. discerne o tempo e o momento de agir.
A bíblia diz que Deus falou através de Débora qual era a hora de agir, e guerrear. Ela interpretou e deu ordem a Baraque para que atacasse.  Mas não só ela se destaca, Jael, é a heroína que com as suas próprias mãos vence o inimigo.
O marido de Jael era aliado ao  rei cananeu Sísera, mas o coração dela, não estava com esta aliança. Não sabemos claramente o motivo. Mas Deus lhe deu discernimento para compreender quem era o verdadeiro inimigo naquela batalha, agir, e vencer.
Muitas vezes nos precisamos identificar o inimigo em nossas casas e agir. Destruí-lo com as próprias mãos.

    9. é vigilante....desperta a própria alma! Jz 5.12, 21
Débora em seu canto, se refere a si mesma na terceira pessoa: “Despera Débora! Desperta! Acorda, entoa um cântico”, e no meio da batalha, VV. 21 declarou: “Avante, minha alma, firme!”
Em meio a batalha, precisamos despertar-nos com o refrigério do Senhor, não podemos nos perder. Quantas vezes agimos como Marta, ao servir Jesus, nos bastidores, no meio da luta, nos cansamos com as coisas desta vida, e com a intensidade da batalha.
Nunca deixe ter seu momento de oração, de renovação das forças, escute e leia a palavra, se revigore, tire um tempo só para você! Seja ministrada também. E se renove, seja fonte, para dar de beber a outros, beba também! Nunca somos auto- suficientes. Tudo que fazemos é pela graça.

10.Uma verdadeira Débora Brilha como sol!  Jz 12. 31
           
            Não importa quão densas são as trevas! Você nasceu para brilhar com o sol da justiça!

Assim, ó SENHOR, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te amam sejam como o sol quando sai na sua força. 
Juízes 5:31
A força do calor do Espírito está em ti, e a sua luz vai raiar.
Conclusão:  Se desperte, se levante, vá avante, não desista da batalha!

A CURA do homem do telhado



A CURA do homem do telhado
Textos correlatos: Mateus 9.1-8, Lucas 5.18-25
E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.
E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:
Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),
A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.
E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava.


INTRODUÇÃO

“ E deixando Nazaré, Jesus foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulon e Naftali, para que se cumprisse a profecia de Isaías”.

Cafarnaum localizava-se na costa ocidental do mar da Galileia, na fronteira entre duas tribos antigas: Zebulon e Naftali. Uma profecia de Isaías dizia que a chegada de Jesus no local iria trazer libertação dos inimigos. Isaías 9:1,2 “Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulon e a terra de Naftali; mas nos últimos dias, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”. Assim, em Cafarnaum Jesus opera muitos milagres, dentre os quais destacarei a cura de um paralitico descrita nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.
Cafarnaum, vem do hebraico כְּפַר נַחוּם Kfar Nachum, ou seja, aldeia de Naum. Era uma aldeia de pescadores que está situada a noroeste das margens do Mar da Galiléia, um grande lago de aproximadamente 21km de comprimento por 12km de largura. Local de uma importantíssima atividade comercial da época, a atividade pesqueira.
Cafarnaum estava na região do caminho que conduzia à Assíria, ou seja, na rota principal de todo oriente, que alcança o Mediterrâneo e o Egito. Jesus morou em Cafarnaum, assim como alguns de seus discípulos (Pedro, Tiago, André e João

LOCAL DO MILAGRE: Aconteceu na casa de Simão Pedro. Jesus estava reunido ali com os fariseus quando as pessoas ficaram sabendo e se aproximaram para ouvi-Lo. Era tanta gente que a porta principal da casa ficou lotada, interditada, ninguém podia mais entrar ou sair, a não ser quando a reunião terminasse.

SITUAÇÃO DO PARALITICO: E eis que quatro homens apressados e decididos a falar com Jesus surgem entre a multidão, carregavam uma maca e nela estava deitado um paralitico, impossibilitado de movimentar pernas, braços e de voz prejudicada. Seus amigos eram as “mãos, pés e voz” do homem escravizado pela doença. Eles queriam falar com Jesus, precisavam falar com Ele. Só que , apesar da urgência e do estado, ninguém deu passagem. Todos e cada um, estavam ocupados demais com seus próprios problemas e a solução deles, o paralitico, era apenas mais um que buscava desesperadamente a cura.


"A ti te digo:Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos." Marcos 2:11-12

OS QUATRO AMIGOS: Nem todos têm sensibilidade para perceber as necessidades do outro e encará-las com a mesma dor de quem a vive e ainda que o problema seja visível, poucos se dispõem a ajudar. No caso do paralitico de Cafarnaum, entre 100, 200, mais ou menos, quatro amigos foram sensíveis e determinados na busca pela felicidade do semelhante. De forma admirável, eles empreenderam tempo e esforço em busca de algo que parecia difícil de se realizar, e quem sabe, por esse motivo, as pessoas não tenham aberto o caminho, dado passagem para a maca e o doente. Para eles, aquele era um caso perdido. Mas, no coração dos amigos do paralitico, a fé já havia brotado, criado raízes, e agora, eles estavam ali, em busca do fruto da fé. Tinham certeza que estavam na hora e no lugar certo e nada poderia lhes impedir de ver o milagre.
A IDÉIA INUSITADA: Marcos 2:4. A maneira como chegam até Jesus, é no mínimo extraordinária! Já que ninguém lhes dá passagem, eles sobem até o telhado da casa, abrem um buraco no teto e descem o amigo paralitico até o centro da sala, onde Jesus estava. Quanta fé! As casas da antiga palestina, tinham abertura no telhado, pois, era comum espalhar trigo ou outros cereais na eira para que o vento carregasse a palha, limpando o grão (Rute 3). Também era costume manter uma escada fixa ou móvel ao lado da casa para possibilitar a subida ao telhado. Os amigos do paralitico de Cafarnaum certamente usaram a escada, e não deve ter sido nada fácil chegar ao cume da casa carregando a maca sob olhares curiosos, incrédulos e as dificuldades próprias da missão.
JESUS INALTECE A AÇÃO DE FÉ DELES - E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.

O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA HISTÓRIA DE CURA?
1º) temos que superar obstáculos para receber nosso milagre.

2º) amigos que creiam conosco fazem toda a diferença.
- os amigos creram - Fico imaginando esses homens, enquanto carregavam a maca, conversando entre eles sobre o que Jesus já havia feito nas redondezas: ressuscitado mortos, curado leprosos, expulsado demônios.
- Não pararam na multidão – idéia do telhado não convencional / as pessoas da multidão geralmente não tem a visão de deus para a situação / não podemos dar ouvidos a multidão / temos que ter bons amigos.
- amaram o homem mais que a si mesmos – tiveram a idéia/pagaram um preço de esforço, carregar o paralítico até o telhado / não desistiram, não entraram na casa com Jesus, queriam levar o paralítico até Jesus, confiando que Ele faria a obra.
- tinham a fé da cura mais do que o enfermo – Jesus olhou pros amigos e seu sacrifício de fé/ perdoou logo o pecado do homem que era a necessidade maior/ depois o curou/ obra completa.
- Apressados, cambaleando a maca de um lado para outro, mas tão designados que despertaram admiração no Filho de Deus: “Vendo a fé deles, Jesus disse ao paralitico: Filho, os teus pecados te são perdoados” Marcos 2:4
-  Essa é uma grande lição para todos nós. A fé, exige ação. Os homens buscaram o milagre, foram ao encontro de Jesus e por mais que houvessem obstáculos, eles não desistiram. Não sentiram vergonha ou desanimo. Não esmoreceram diante da passividade das pessoas. Eles não buscavam aprovação dos homens, não estavam interessados sobre o que iam falar deles, mas buscaram Jesus.
- É louvável a fé desses homens que carregaram o amigo sob a maca. Eles demonstram a importância da intercessão.


3º) o maior milagre é o espiritual e não o material –
perdoar pecados – só o Messias poderia faze-lo. Como os fariseus e escribas não aceitavam jesus como messias se revoltaram.
- Os fariseus estavam sentados dentro do recinto e quando viram o homem descer pelo telhado e Jesus o perdoar dos pecados, não deram glória, nem se compadeceram, mas ficaram furiosos e julgaram ser Jesus um enganador arrogante se fazendo passar por Messias: “ “Por que fala desse modo? Isto é blasfêmia!Quem pode perdoar pecados senão um que é Deus?” Marcos 2:7. Os fariseus estavam entre os mais importantes religiosos de Israel e não tinham discernimento espiritual, porque eram orgulhosos, cheios de si mesmos.
- Mas os humildes homens que carregavam a maca, eram simples moradores de Cafarnaum. Pequenos diante dos homens, mas grandes diante de Deus. Não tiveram receio de se humilharem por uma boa causa, de amor ao próximo.
- há pecados que te tornam paralítico espiritual, paralítico emocional, paralítico na fé.
- Nem toda enfermidade é ocasionada pelo pecado, mas a desse homem era e deve ter ocorrido de maneira progressiva, privando-lhe de felicidade. O paralitico de Cafarnaum era prisioneiro duas vezes: do pecado e da doença.
- Não bastaria devolver-lhe a saúde física se sua condição espiritual era a causa de todos os seus males. E aqui cabe a nós compreendermos que Jesus veio para libertar o homem por inteiro (Isaías 54). Em que outro lugar o paralitico Galileu encontraria tamanho favor? Em que outro lugar nós encontraríamos tamanho favor? Somente em Jesus.

4º) a fé é valorizada e te dá destaque na multidão – é o diferencial
- E de repente, o desprezível cortejo da maca que até pouco tempo implorava por entrar na casa pela porta, sem ser ouvido, recebe a atenção do Mestre da vida e se torna o centro da atenção de todos.
- O paralitico de Cafarnaum, estava doente por causa do pecado e foi primeiramente perdoado, em seguida curado da paralisia. Foi quando desceu pelo telhado, como um grão de trigo caindo em terra, morrendo para o mundo e escolhendo viver para Deus que recebeu libertação. E como profetizou Isaías: o homem que estava assentado sobre as trevas, viu uma grande Luz, chamada Jesus!
5º) aqueles quatro amigos do paralítico representam os pilares do Evangelho!

1-Fé – Eles tinham uma fé viva e isso agradou a Jesus que vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. A fé nos impulsiona a crer no impossível! ““Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”. (Hb 11.1a)

2-Esperança – A esperança nos faz ser perseverantes. Primeiro aconteceu a cura no coração dos amigos, e só depois se tornou uma realidade no corpo do paralítico. No mundo espiritual quando queremos que algo aconteça, primeiro, tem que nascer a vontade em nossos corações, para depois o milagre se materializar!

3-Atitude - Talvez eles tenham pensado até em desistir diante do grande desafio, mas venceram a incredulidade. Ao invés de palavras eles agiram com obras capazes de influenciar vidas e mudar histórias! “E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico”.

4-Amor – Que é a base de tudo.


6º) nem todos entendem o milagre que Deus faz em nossas vidas

Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),
A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.

- Os fariseus não entendem – os mais estudados da lei, os que se diziam mais santos, mais religiosos, os líderes judeus, os políticos, os chefes da nação, NÃO ENTENDIAM
- criticavam, a ponto de não ver o milagre. Nem todos podem ver ou entender nosso milagre.
- “filho do homem” texto que se refere ao messias.

7º) o paralítico – levantou-se, pegou sua cama e saiu glorificando a Deus na sua casa.

- Quantas pessoas que por causa de uma mágoa, escondida lá nos recantos mais ocultos do coração, acabaram acometidos de emoções e ressentimentos que levaram até mesmo ao derrame cerebral. Por final tornaram-se paralíticos também.
O grande Mestre sabia de tudo isso. Jesus com seu olhar de misericórdia, vê aquele homem, paralítico, com o coração cheio de culpas, quanto sofrimento guardado! "Filho, perdoados estão os seus pecados". Ali o mestre estava tratando a causa da enfermidade. Certamente seu coração encheu-se de esperança e, o paralítico de Cafarnaum pôde novamente se sentir como um filho de Abraão também.
Muitas pessoas buscam algo da parte de Deus. A cura de uma enfermidade, ainda que benéfica e esperada, é algo passageiro.Todos um dia adoecerão e morrerão. Porém o perdão constrói uma ponte para a salvação, um dom eterno.

- O PERDÃO CURA – relação entre perdoar e ficar curado
- o testemunho – carrega a cama e dá gloria a Deus


Conclusão:
- Quando uma pessoa quer viver o poder de Deus, ela não desiste diante dos obstáculos; ela vai além, e se os obstáculos surgirem, ela derruba todos eles. Não se renda a nenhum obstáculo. Vá em busca do seu milagre e seja abençoado.