CONTATOS

quinta-feira, 7 de abril de 2011

PARÁBOLA DOS PÁSSAROS E DOS LÍRIOS

Texto: Mateus 6:25-34
Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Introdução
            Devemos começar nosso estudo desta passagem nos assegurando de que entendemos o que é o que Jesus proíbe e o que autoriza. O que Jesus proíbe não é a prudência que prevê o futuro a fim de tomar medidas necessárias para responder, oportunamente, a suas demandas. Ele proíbe o angustiar-se pelo amanhã antes de saber o que nos trará o amanhã. Jesus proíbe, sim, o temor ansioso, doentio, que é capaz de eliminar toda possibilidade de alegria de viver.
            No original grego para ansiedade se usa o termo “merimnan”, que significa preocupar-se ansiosamente, a ponto de alterar funções orgânicas e psicológicas.
Definição/discussão
            Mateus 6:25-34 - Nestes dez versículos Jesus apresenta sete argumentos  contra ansiedade:
            Começa assinalando (v. 25) que Deus nos deu a vida e que se tal foi a magnitude de seu dom, podemos confiar nEle com respeito às coisas menores. Se Deus nos deu a vida, certamente também nos dará o alimento que necessitamos para seu sustento. Se nos deu corpos, certamente podemos confiar que terá que nos dar também roupa para que os cubramos e abriguemos.   Se alguém  nos der  um  dom   que   não   tem preço, podemos confiar que sua generosidade   será   sempre   magnânima, que não será mesquinho nem surdo ante nossa necessidade. Portanto, a verdade é que se Deus nos deu a vida, podemos confiar em que nos dará todas as coisas que necessitamos para sustentá-la.
            Jesus prossegue falando das aves (v.26). Sua vida está desprovida de preocupação. Nunca armazenam o que podem chegar a necessitar em um futuro imprevisível; e entretanto seguem vivendo.  O Rabino Simeão disse: "Jamais em minha vida vi um cervo que tirasse figos, nem um leão que transportasse cargas, nem uma raposa que fosse comerciante, e entretanto todos eles se alimentam, sem preocupações. Se eles, que foram criados para me   servir,   vivem   sem   preocupações,   quanto mais eu, que   fui   criado   para servir   a   meu   Criador,   deveria   viver   sem trabalhar em excesso por meu alimento; mas eu  corrompi minha vida e, desse modo,   prejudiquei   minha substância."  Jesus   não   quer   dar   ênfase   ao   fato   de   que   as   aves   não   trabalham; tem-se dito que provavelmente o pardal seja um dos seres viventes que mais trabalha para comer; no que insiste é em que estão desprovidos de ansiedade. Não se poderia encontrar nos animais a preocupação do homem por vigiar um futuro que não pode ver; nem tampouco é  característico deles acumular bens a fim de desfrutar de uma certa segurança para o futuro.
            No versículo 27 Jesus prossegue demonstrando que toda forma de preocupação é inútil. Este versículo pode interpretar-se de duas maneiras distintas.   Pode significar que ninguém, por mais    que se preocupe, pode aumentar de estatura (a medida que Jesus usa como exemplo   equivale   a uns quarenta centímetros). Também pode significar que por mais que nos preocupemos não podemos acrescentar nem um dia à nossa vida, e este significado é mais provável. De todos os modos, o que Jesus quer dizer é que a preocupação é inútil.
            Jesus prossegue referindo-se às flores (vs. 28-30). Fala delas do modo como o faria alguém capaz das amar.  Os lírios  do  campo  a  que    faz  referência  são provavelmente  as papoulas   e   as  anêmonas que floresciam silvestres, durante um só dia nas serranias da Palestina. E entretanto,    durante  tão  breve  vida  estavam vestidas   de   uma   beleza   que   ultrapassava   a   dos   mantos   reais. Quando morriam, não serviam para outra coisa se não para serem queimadas. O forno que se usava nos lares palestinenses era feito de barro. Era uma espécie de cubo de barro que se   colocava  sobre  o  fogo.   Quando se  desejava elevar a temperatura desses fornos de modo rápido, adicionavam-se ao fogo   molhos   de   ervas   e   flores   silvestres   secas   e   uma  vez   acesos   eram postos dentro do forno. As flores do campo viviam um só dia, e depois somente serviam para ser queimadas e ajudar à mulher que queria assar algo e  tinha pressa. E entretanto,   Jesus   as   vestia   de   uma   beleza   que   o homem,   em   seus   melhores   intentos,   nem   sequer   pode   imitar.   Se Deus outorgar tanta beleza a uma flor, que somente viverá umas poucas horas, quanto mais fará a favor do homem? Certamente Deus em sua generosidade com uma flor de um dia, não deve esquecer do homem, que é a coroa de toda a criação.

Aplicação prática
            Leia 1 Pe 5:7 e Fl 4:6-7.  A ansiedade tem sido uma das armas do inimigo para gerar conflitos de toda ordem. A ansiedade pode lhe levar a perder tudo o que Deus tem planejado para sua vida, pois leva o homem/mulher à inquietação trazendo perturbação de espírito, o que leva à tomada de  decisões erradas.
            A ansiedade se manifesta de diferentes modos em nossas vidas e de uma forma ou de outra, todos nós sofremos as suas conseqüências. Ela na verdade é uma manifestação carnal, na qual o ser humano tenta se prevenir daquilo que não quer que aconteça. Funciona como um sistema de autodefesa e geralmente é desnecessário, pois o que tememos não é real. Jesus nos ensina em muitas ocasiões, como a ansiedade furta-nos do prazer de vivermos abundantemente em Sua presença, que deve ser o nosso objetivo maior e sem o que, a vida não faz sentido.
            É interessante observar que a ansiedade do homem tem estreita relação com a vida material; Vejabem o que ocorre no momento da crucificação de Jesus: um dos ladrões reclama de Jesus uma ação para livrá-los daquela situação. Ele na verdade está apenas tentando livrar-se da condenação para continuar a sua vida como antes; o outro ladrão, no entanto, reconhecendo o seu estado miserável de crime (pecado) e condenação pede a Jesus que lembre-se dele em outras palavras, perdoe-lhe os pecados.
            Quando dominados pela ansiedade por vezes queremos “dar ordens” a Deus, em como Ele deve agir a nosso favor... o que deve nos dar...               Jesus com Sua resposta ao ladrão da cruz nos mostra como Ele (Deus) está atento as necessidades dos que o buscam, pois como lemos na bíblia em diversas ocasiões, ele concede muito mais do que o que Lhe é pedido.

2 comentários:

  1. Os estudos postados são os que estamos utilizando nos núcleos. Alguma dúvida podem usar este espaço para perguntar que responderei o mais rápido possível. Bjs em todos Pra Silvana

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  2. Concordo plenamente, sempre serei sua admiradora, pois a cada dia vejo a Palavra de Deus sendo revelada e ensinada com tanta claridade, isso mostra o nível, a intimidade que voce, minha irma, tem com o Pai. Te amo

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