sábado, 15 de junho de 2013

A PROVAÇÃO DE JESUS NO DESERTO

A PROVAÇÃO DE JESUS NO DESERTO

TEXTO: MATEUS 4: 1-11
INTRODUÇÃO
O significado da palavra tentar - A palavra grega é peirazein. Em português o significado mais comum para tentar é o de seduzir a alguém para que faça o mal, arrastá-lo ao pecado, procurar persuadi-lo para que escolha o caminho equivocado. Mas em realidade, sua acepção principal, embora pouco usual, é, o mesmo que em grego pôr à prova, mais que tentar, no sentido comum.
POR A PROVA - Uma das grandes histórias do Antigo Testamento é a de como Abraão quase chega ao ponto de sacrificar o seu filho Isaque. "Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova" (Gênesis 22:1).
Assim como o metal deve ser provado antes de usar-se na confecção de uma ferramenta, para ver se será capaz de suportar as tensões e esforços que deverá resistir, o ser humano deve ser posto à prova antes que Deus possa usá-lo para o cumprimento de seus propósitos.
PROPÓSITO DA PROVAÇÃO
·        não tem o propósito de nos fazer pecar, mas o de fazer que conquistemos o pecado
·        Não se propõe a nos transformar em homens maus, mas em homens bons.
·        Não tem como objetivo nos debilitar, e sim fazer que surjamos da prova mais fortes, puros e valiosos.
·         não é um castigo de nossa condição humana, e sim a glória de ser homens. É a prova que sobrevém ao homem que Deus quer usar.
O LUGAR DA PROVA
Deserto de Jesimom, que significa "a devastação" - 52 quilômetros por 25 quilômetros. Deserto de areia amarela e cheio de pedras recortadas. Vai de Jerusalem ao Mar Morto.
Jesus foi ao deserto para estar sozinho.  Deus lhe tinha falado; agora devia pensar como cumpriria a missão que Deus lhe havia encomendado; devia organizar seus planos antes de começar sua obra; tinha necessidade de estar sozinho.
Há certas coisas que devem refletir-se na solidão. Há momentos em que o conselho de outros não serve para nada. Há momentos quando a pessoa deve deixar de agir e ficar a pensar. É possível que a maioria dos enganos que cometemos se devam ao fato de que não nos damos a oportunidade de estar sozinhos com Deus.

1.     A CIRCUNTANCIA DA PROVAÇÃO
1.1  – DEPOIS DE UM MOMENTO ÁUREO - A REAÇÃO- Os três autores dos evangelhos sinóticos sublinham o fato de que as tentações seguiram imediatamente ao batismo. Marcos diz: "E logo o Espírito o impeliu para o deserto" (Marcos 1:12).

O CASO DE ELIAS - Com extraordinária coragem Elias, em total solidão, enfrentou e derrotou os profetas do Baal no Monte Carmelo (1 Reis 18:17-40). Esse foi o grande momento de coragem e testemunho de Elias. Mas a matança dos profetas do Baal provocou a ira da malvada Jezabel, e esta ameaçou tirar-lhe a vida. "Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba..." (1 Reis 19:3). O homem que tinha enfrentado intrepidamente a todos os que lhe puseram pela frente fugia, agora, açoitado pelo terror. Tinha chegado o momento da reação.

UMA DAS LEIS DA VIDA - Sempre, depois de algum grande momento, de alguma grande experiência, sobrevém o momento da reação. Parece  que quando nosso poder de resistência chegou a um de seus pontos máximos, produz-se uma queda em cadeia que o leva a um até o mais baixo ponto.

APROVEITANDO A VULNERABILIDADE - O tentador, cuidadosa, sutil e habilmente escolheu este momento para atacar a Jesus. Convém-nos estar em guarda depois daquelas oportunidades em que a vida nos levou a um de nossos momentos cúspides, porque é então quando estamos no maior perigo de cair ao abismo.

1.2   FOI UM CONFLITO INTERIOR E NÃO EXTERIOR

Foi um conflito que se travou em seu interior, em seu coração, mente e alma. A prova disto é que não existe uma montanha de onde possam ver-se todos os reino da Terra. Trata-se de um conflito interior. Mediante nossos pensamentos e desejos mais secretos é como o tentador chega até nós.

1.3 NOSSA LUTA É CONSTANTE
Não devemos pensar que nesta única campanha Jesus derrotou definitivamente ao Demônio, e que este nunca mais voltou a assediá-lo,
O tentador voltou a atacá-lo em Cesaréia de Filipe quando Pedro procurou dissuadi-lo de tomar o caminho da Cruz, ocasião em que teve que repetir as mesmas palavras com que tinha derrotado a Satanás no deserto: "Sai de diante de mim, Satanás!" (Mateus 16:23, TB). Ao terminar o dia Jesus pôde dizer a seus discípulos: "Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações" (Lucas 22:28).
E nunca em toda a história houve outra luta contra a tentação comparável a que Jesus travou no Getsemaní, quando o Demônio tentou fazê-lo abandonar o caminho da Cruz (Lucas 22:32-44).
"A vigilância eterna é o preço da liberdade." Na luta do cristão não há trégua. Ninguém nunca chegará ao estágio de estar além da provação.  Jesus nunca chegou a essa etapa. Teve que lutar sua batalha desde o começo até o final.
1.4 AS PROVAÇÕES OCORREM EM CIMA DOS DONS QUE TEMOS
As tentações que assaltam a Jesus são tentações que só podiam ter atacado a alguém que sabia que era capaz de fazer coisas maravilhosas.
Somos tentados em nossos dons. A pessoa que está dotada de atrativo será tentada a usar esse dom para "sempre fazer sua própria vontade". A pessoa dotada do poder de usar habilmente as palavras será tentada a usar seu domínio da linguagem para justificar de maneira enganosa seu comportamento. A pessoa que possui uma imaginação vívida e delicada deverá suportar a agonia de tentações que uma pessoa menos sensível jamais sofrerá. A pessoa que possui grandes dotes intelectuais será tentada a usar essas dotes para seu próprio benefício e não para servir a outros, para converter-se em amo e não em servo dos homens. Um dos aspectos mais sombrios da tentação é que precisamente é em nossos pontos fortes, e não em nossas debilidades, onde mais cuidado devemos exercer.
1.5 JESUS NARRA ESSA HISTÓRIA PARA NÓS
No deserto estava sozinho. Ninguém o acompanhava quando travou esta batalha. E conhecemos a história graças ao fato de que Jesus deve tê-la contado a seus discípulos.
Aqui temos o próprio Jesus que nos narra sua própria autobiografia espiritual. Devemos nos aproximar desta história com uma reverência particular e única, porque nela Jesus nos está despindo seu coração e sua mais íntima espiritualidade.
Está dizendo aos homens que provas precisou suportar. É a mais sagrada de todas as histórias sobre Jesus, e nela Jesus nos está dizendo que está em condições de ajudar a todos os que sejam tentados, porque ele mesmo precisou suportar a tentação mais atroz. Abre o véu que ocultava seus conflitos mais profundos para nos ajudar em nossos conflitos.





2.     O ATAQUE DO TENTADOR

2.1    TRANSFORME AS PEDRAS EM PÃES
Era a tentação a que Jesus usasse seus poderes de modo egoísta, para seu próprio benefício. E isto é precisamente o que sempre se negou a fazer. Não há homem ou mulher que não se sinta tentado alguma vez em sua vida a usar de modo egoísta os dons que recebeu de Deus. EX: cantar bem, teatralizar, falar bem...
Era a tentação de basear seu ministério em bens materiais – dando pães aos pobres. Isso seria subornar os homens para que o seguissem. Seria  persuadi-los a segui-lo pelos benefícios que podiam receber dEle, e a única recompensa que Jesus podia oferecer era uma cruz. CONTRA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. De modo que Jesus responde ao tentador com as mesmas palavras que expressam a lição que Deus quis ensinar a seu povo quando peregrinava pelo deserto: "Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem" (Deut. 8:3). A única maneira de possuir uma satisfação plena é aprender a depender totalmente de Deus.

2.2   EM UMA VISÃO LEVOU A JESUS ATÉ A PARTE MAIS ALTA DO TEMPLO E ORDENOU QUE PULASSE (SALMO 90:11-12).
JESUS NÃO QUERIA BASEAR SEU MINISTÉRIO EM MARAVILHAS.
Quem escolhe atrair a lealdade dos homens mediante ações maravilhosas, oferecendo a eles experiências sensacionais, adotou um método sem futuro algum. A razão é muito simples. Para conservar seu poder deve produzir ações cada vez mais sensacionais. O QUE É  pão para hoje É fome para amanhã.
Em segundo lugar, essa não é maneira de usar os poderes divinos. "Não tentarão ao Senhor teu Deus" (Deut. 6:16). Isto é exatamente o que Jesus queria dizer. Não tem sentido provar a Deus para ver até onde o pode obriga-LO a agir. Deus espera que qualquer ser humano aceite riscos quando se trata de ser fiel a seu mandato, mas não que alguém procure o risco para enaltecer seu próprio prestígio. A fé que depende de maravilhas e sinais não é uma autêntica fé. Se a fé não pode acreditar sem recorrer às sensações não é verdadeiramente fé, mas sim dúvida que quer provas e que as busca equivocadamente.
2.3   "TUDO ISTO TE DAREI SE PROSTRADO ME ADORARES."
Não havia dito o mesmo Deus a seu escolhido: "Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão" (Salmo 2:8). O que o tentador estava dizendo a Jesus era "Entremos em acordo! Seguirão a ti sem exigências...
A tentação, neste caso, consistia em comprometer a pureza do evangelho em vez de apresentar sem atenuante algum as exigências de Deus para o mundo. Era a tentação de procurar avançar começando com uma retirada, de tentar trocar o mundo fazendo-se igual ao mundo. Acordo com o inimigo, negociando a fé.
A réplica de Jesus não demorou para fazer-se ouvi. “Ao SENHOR, teu Deus, temerás, a ele servirás” (Deut. 6:13). Jesus estava plenamente seguro de que jamais poderemos derrotar o mal, começando a fazer concessões ao mal. Deste momento em diante estabeleceu o caráter insubornável da fé cristã. O cristianismo não pode descer até o nível do mundo.
CONCLUSÃO
De modo que Jesus tomou sua decisão:
·        Decidiu que nunca subornaria os homens para O seguirem;
·        decidiu que o seu não seria um caminho de sensacionalismos;
·        decidiu que não podia comprometer com o mal a mensagem que pregava ou a fé que demandava como resposta a essa mensagem.
Esta escolha significava inevitavelmente a cruz, mas a cruz, com a mesma inevitabilidade, significava também a vitória final.
DEPOIS DA PROVA PRECISAMOS CHEGAR A ESSAS DECISÕES, NA DIREÇÃO DE DEUS E ORIENTADOS POR SUA PALAVRA

domingo, 7 de abril de 2013

O AMOR VERDADEIRO DE 1 CORINTIOS 13



O AMOR VERDADEIRO – 1 COR 13 1-13

•      Paulo começa declarando que um homem pode possuir muitos dons espirituais, mas que se eles não estão acompanhados pelo amor não são válidos.

Pode ser dono do dom de línguas. Uma característica do culto pagão, em especial do culto a Dionísio e Cibele, era o choque e o retinir dos címbalos e o som bronco das trombetas. Até o desejado dom de línguas não era melhor que a gritaria do culto pagão se o amor estava ausente.
 Pode possuir o dom de profecia. Já vimos que corresponde mais proximamente à pregação. Há dois tipos de pregadores. Existe o pregador cujo fim é o de salvar as almas de seu povo, e que os busca e sussurra por eles com os acentos do amor. De ninguém este fato era tão certo como do próprio Paulo. Por outro lado há o pregador que suspende os que o ouvem sobre as chamas do inferno e dá sempre a impressão de que se regozijaria tanto com sua condenação como com sua salvação.
Pode ter o dom do conhecimento intelectual. O perigo permanente da eminência intelectual é o esnobismo intelectual. O homem instruído corre o perigo de desenvolver um espírito de desprezo. Só um tipo de conhecimento cujo frio desapego tenha sido aceso pelo fogo do amor pode realmente salvar aos homens.

Pode ter uma fé FERVOROSA. Há momentos nos quais a fé pode ser muito cruel. Havia um homem que consultou seu médico e se inteirou de que seu coração estava cansado e que devia descansar. Telefonou a seu empregador, que era uma notável figura cristã, e lhe deu a novidade, só para receber esta resposta: "Eu tenho uma força interna que me permite continuar." Estas são as palavras da fé, mas de uma fé que não conhece o amor, e, portanto machucam e danificam.
Pode ser que pratique o que os homens chamam caridade, pode ser que distribua seus bens entre os pobres. Não há nada no mundo mais humilhante que a chamada caridade sem amor. Dar como por uma feia obrigação, com certo desdém, nos colocar sobre nossa pequena eminência e arrojar migalhas de caridade como se fosse a um cão, dar ou acompanhar esta ação com um polido sermão moral ou uma recriminação entristecedora, não é caridade absolutamente, é orgulho, e o orgulho é sempre cruel devido ao fato de que não conhece o amor.
Pode dar seu corpo para ser queimado. Pode ser que os pensamentos de Paulo se remontem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e o forno de fogo ardendo (Daniel 3). Talvez seja mais provável que estivesse pensando num famoso monumento ateniense chamado "a Tumba do Índio. Ali um índio se queimou em público em uma pira funerária e tinha feito com que se gravasse no monumento esta jactanciosa inscrição: "Zarmano-Chegas, um índio da Bargosa, de acordo com o tradicional costume dos índios, fez-se imortal, e descansa aqui." É bem possível que Paulo estivesse pensando em cristãos que em realidade incitavam à perseguição. Se o motivo que faz com que alguém dê sua vida por Cristo é o orgulho, o brilho e a própria glória, até seu martírio não tem valor. Não é cínico recordar que muitas obras que aparentam ser sacrifícios foram o produto do orgulho e não da devoção e do amor.
É difícil que haja outra passagem nas  Escrituras que exija como esta, que o homem bom se examine a si mesmo.

A NATUREZA DO AMOR CRISTÃO  1 Coríntios 13:4-7
Nos versículos do 4 a 7 Paulo menciona quinze características do amor cristão.
1.     O amor é paciente. A palavra que se utiliza em grego (makrothumein) no Novo Testamento sempre descreve a paciência com as pessoas e não com as circunstâncias. Crisóstomo diz que é a palavra que se usa acerca do homem que foi afrontado e que tendo poder para vingar-se facilmente, não o faz. Descreve o homem que é lento para a irritação. Utiliza-se para referir-se ao próprio Deus em sua relação com os homens. Ao tratar com os homens, por mais recalcitrantes, desumanos e ferinos que sejam, devemos exercer a mesma paciência que Deus tem para conosco. É uma simples verdade que este tipo de paciência não é um signo de fraqueza, mas sim de força, não é deixar-se vencer, a não ser o único caminho rumo à vitória.
Fosdick assinala que ninguém tratou a Lincoln com mais desprezo que Stanton. Chamou-o "um palhaço baixo e sagaz". Apelidou-o "o gorila original" e disse que Du Chaillu era um parvo ao percorrer sem rumo a África tentando capturar um gorila, quando poderia ter encontrado um tão facilmente em Springfield, Illinois. Lincoln não dizia nada. Nomeou Stanton como ministro da guerra devido ao fato de que era o mais capaz para este trabalho. Tratou-o cortesmente. Os anos passaram. Chegou a noite em que a bala assassina matou Lincoln no teatro. No pequeno quarto ao que foi levado o corpo do presidente estava o próprio Stanton, que olhando o rosto silenciosa de Lincoln em toda sua grosseria, disse através de suas lágrimas: "Ali jaz o maior dos governantes que o mundo jamais viu." A paciência do amor tinha vencido no final.
2.     O amor é bondoso. Orígenes dizia que isto significa que o amor é "doce para todos". Jerônimo falou do que ele chama "a bondade" do amor. Há muito cristianismo que é bom mas que não é bondoso. Não havia nenhum homem mais religioso que Filipe II da Espanha, e entretanto foi o fundador da Inquisição espanhola e pensou que estava servindo a Deus aniquilando àqueles que pensavam de maneira diferente à sua. O famoso Cardeal Pole declarou que o assassinato e o adultério não podiam comparar-se com a heresia em perversidade. Completamente além desse espírito de perseguição, em muita gente boa existe uma atitude de crítica. Muita boa gente de igreja se pôs do lado dos
governantes e não de Jesus, se tivessem tido que tratar o caso da mulher surpreendida em adultério.
3.     O amor não inveja. Tem-se dito que em realidade há dois tipos de gente no mundo: "Os que são milionários e os que desejam sê-lo." Há dois tipos de inveja. A primeira deseja as posses de outros, e é muito difícil evitar devido ao fato de que é muito humana. A outra é pior — inveja tão somente o fato de que outros tenham o que ela não tem. Não deseja tanto as coisas por si mesmas, mas sim desejaria que outros não as tivessem. A mesquinharia da alma não pode cair mais baixo que isto.
4.     O amor não se vangloria. Há uma qualidade modesta nele. O verdadeiro amor está sempre mais impressionado por seu próprio pouco valor que por seu próprio mérito.
Na história de Barry, Tommy o sentimental estava acostumado a chegar a sua casa e dirigir-se a sua mãe depois de ter tido êxito na escola, dizendo: "Mãe, não sou uma maravilha?"
Alguns outorgam seu amor com a idéia de que estão conferindo um favor. Mas o verdadeiro amante nunca pode superar o assombro de ser amado. O amor se mantém humilde tendo consciência de que nunca poderá oferecer ao ser amado um dom suficientemente bom.
5.     O amor não se orgulha. Napoleão sempre defendia a santidade do lar e a obrigação do culto público — para os outros. De si mesmo dizia. "Não sou como os outros homens. As leis da moral não se aplicam a mim." O homem realmente grande nunca pensa em sua própria importância.
Carey foi um dos maiores missionários e certamente um dos maiores lingüistas que o mundo conheceu. Traduziu ao menos partes da Bíblia a não menos de trinta e quatro linguagens índias. Começou sua vida como sapateiro. Quando chegou à Índia foi olhado com desgosto e desprezo. Uma vez durante um jantar, um esnobe, com o desejo de humilhá-lo, disse num tom que todos pudessem ouvir: "Creio, senhor Carey, que uma vez você trabalhou como sapateiro." "Não, senhor", respondeu Carey, "não como sapateiro, só como remendão." Nem sequer
pretendeu dizer que tinha feito sapatos, só que os remendava. Ninguém gosta da pessoa "importante". O homem "vestido de uma pequena e breve autoridade" pode ser um espetáculo lastimoso.
6.     O amor não maltrata (NTLH: não é grosseiro). É um fato significativo que em grego a palavra que se utiliza para graça e para encanto é a mesma. Há um tipo de cristianismo que se deleita em ser descortês e quase brutal. Tem força, mas nada de atrativo. Lightfoot de Durham disse a respeito de Artur F. Sim, um de seus alunos: "Vá aonde quiser, o seu rosto será por si mesmo um sermão." Há uma certa afabilidade no amor cristão que nunca esquece que a cortesia, o tato e a amabilidade podem ser considerados virtudes menores, mas são coisas belas.
7.     O amor não procura seus interesses (Não insiste em seus direitos). Em última análise há no mundo dois tipos de pessoas: as que estão continuamente pensando em seus direitos e as que estão continuamente pensando em seus deveres; aqueles que sempre insistem em seus privilégios e aqueles que sempre lembram suas responsabilidades; os que sempre estão pensando no que a vida lhes deve e os que nunca esquecem o que devem à vida. A chave de quase todos os problemas que nos rodeiam hoje em dia, seria que os homens pensassem menos em seus direitos e mais em suas obrigações. Quando começamos a pensar a respeito de "nosso lugar" nos estamos afastando do amor cristão.
8.     O amor não se ira facilmente. O verdadeiro significado disto é que o amor cristão nunca se exaspera com as pessoas. A exasperação é sempre um signo de derrota. Quando perdemos a calma, perdemos tudo. Kipling disse que a prova de um homem era que podia manter-se sereno quando todos outros perdiam a cabeça e o culpavam disso, e se era odiado não dar pé ao ódio. O homem que domina seu temperamento pode chegar a dominar qualquer coisa.
9.     O amor não guarda rancor. A palavra traduzida guardar (logizeshthai) é um termo de contadoria. É a palavra que se utiliza para assentar um item num livro maior de modo que não seja esquecido. Isto é precisamente o que muita gente faz. Uma das grandes artes da vida é aprender a esquecer. Um escritor nos conta de como "na Polinésia, onde os nativos passam a maior parte de seu tempo brigando e festejando, é costume que todos os homens guardem algo que lhes recorde seu ódio. Se cuelgan diversos artículos dos tetos de suas casas para manter viva a lembrança de sua ofensa, real ou imaginária". Da mesma maneira muita gente alimenta sua irritação para mantê-la acesa; refletem sobre suas ofensas até ser impossível esquecê-las. O amor cristão aprendeu a grande lição de esquecer.
10.                       O amor não se alegra com a injustiça. Seria melhor traduzir isto dizendo que o amor não encontra nenhum prazer em nada que esteja equivocado. Não se refere ao prazer de fazer coisas equivocadas, mas ao prazer malicioso que nos sobrevém quando ouvimos dizer algo condenatório a respeito de outra pessoa. Uma das curiosas qualidades da natureza humana é que muitas vezes preferimos ouvir a respeito dos infortúnios de outros que de seus êxitos. É muito mais fácil chorar com os que choram que alegrar-se com os que se alegram. Estamos muito mais interessados em ouvir uma história saborosa que desacredite a alguém, que outra que o elogie. O amor cristão não tem nada dessa malícia humana que encontra prazer nas informações malignas.
13. O amor se alegra com a verdade. Isto não é tão fácil como parece. Há momentos nos quais definidamente não queremos que a verdade prevaleça, e ainda há mais momentos em que a última coisa que gostaríamos de ouvir é a verdade. O amor cristão não deseja velar a verdade; é o suficientemente valente para enfrentá-la; não tem nada a esconder e portanto se alegra quando a verdade prevalece.
11.                       O amor tudo sofre. Pode ser que isto queira dizer "o amor pode cobrir qualquer coisa", no sentido de que o amor nunca arrastará à luz do dia as faltas e os equívocos de outros. Prefere ficar compondo as coisas em silêncio do que mostrando-as e reprovando-as publicamente É provável que signifique que o amor pode suportar qualquer insulto, injúria e desilusão. Esta é uma descrição do amor que havia no coração do próprio Jesus.
12. O amor todo crê. Esta característica do amor tem um duplo aspecto.
(1) Com relação a Deus significa que o amor crê na palavra de Deus, que crê absolutamente em suas promessas, que pode tomar cada uma das promessas que começam com "Qualquer um" e dizer "Isso se refere para mim." É o amor que emana da fé que "arrisca sua vida por afirmar a existência de Deus".
(2) Com relação a nosso próximo significa o amor que sempre crê o melhor a respeito de outros. É certo que fazemos das pessoas o que cremos que elas são. Se agirmos de tal forma que demonstramos que não confiamos nas pessoas, que os olhamos com suspeita, fazemo-los indignos de confiança. Se agirmos de tal maneira que demonstramos às pessoas que confiamos nelas de modo absoluto, a não ser que tenham perdido a honra, então as fazemos dignas de confiança.
Quando Arnold se converteu no diretor da escola de Rugby, instituiu uma forma completamente nova de fazer as coisas. Antes dele, na escola tinha reinado o terror e a tirania. Arnold chamou os estudantes e disse que ia haver muita mais liberdade e menos castigo. Disse-lhes: "Vocês são livres, mas responsáveis. Vocês são cavalheiros. Tenho a intenção de deixar muito nas mãos de vocês para que ajam por si mesmos e fazê-los responsáveis por sua honra, porque creio que se eu os cuidar, vigiar e espiar, vocês crescerão conhecendo só os frutos do medo servil, e quando finalmente lhes der a liberdade, como será algum dia, vocês não saberão como usá-la." Os estudantes encontravam difícil acreditar. Quando eram levados perante ele continuavam inventando as mesmas velhas desculpas e dizendo as mesmas mentiras. Ele lhes dizia: "Moços, se vocês o disserem, deve ser certo, creio em sua palavra. O resultado foi que chegou um momento em que os estudantes de Rugby disseram: "É uma vergonha dizer uma mentira a Arnold, sempre acreditou em nós." Ele creu neles e os converteu no que ele cria que eram. O amor enobrece até o ignóbil, ao crer o melhor sobre ele. O amor tudo espera. Jesus cria que nenhum homem era incorrigível.
Adam Clark foi um grande teólogo. Era muito lento para aprender na escola. Um dia um visitante distinto chegou à escola e o professor, assinalando a Adam Clark, disse: "É o moço mais torpe da escola." Antes de deixar o lugar, o visitante se aproximou do jovem e lhe disse amavelmente: "Não se preocupe, querido, pode ser que chegue a ser um grande erudito algum dia. Não se desanime, mas leve as coisas a sério e continue fazendo-as." O professor não tinha esperanças, o visitante sim, e quem sabe se não foram essas palavras de esperança as que fizeram com que Adam Clark chegasse a ser o que um dia veio a ser?
14. O amor tudo suporta. O verbo que se utiliza aqui (hupomenein) é uma das grandes palavras gregas. Geralmente é traduzido por suportar, agüentar; mas o que esta palavra descreve em realidade não é o espírito que se senta e suporta passivamente as coisas, mas ao fato que, ao suportá-las pode vencê-las e transmutá-las. Foi definido como "uma viril perseverança perante o juízo".
George Matheson, que perdeu a vista e estava desiludido do amor, escreveu em uma de suas orações que lhe permitiu aceitar a vontade de Deus: "Não com resignação muda, mas com alegria santa, não só sem murmurar, mas com um canto de louvor."
O amor pode suportar as coisas, não com resignação passiva, mas com fortaleza triunfante porque sabe que Deus é amor e que "a mão de um pai não causará nunca a seu filho uma lágrima desnecessária".
Uma coisa fica por dizer: quando pensamos nas qualidades deste amor como as descreve Paulo podemos vê vê-las realizadas, atualizadas e encarnadas na vida do próprio Jesus.

A PROVAÇÃO DE JESUS NO DESERTO



A PROVAÇÃO DE JESUS NO DESERTO
TEXTO: MATEUS 4: 1-11
INTRODUÇÃO
O significado da palavra tentar - A palavra grega é peirazein. Em português o significado mais comum para tentar é o de seduzir a alguém para que faça o mal, arrastá-lo ao pecado, procurar persuadi-lo para que escolha o caminho equivocado. Mas em realidade, sua acepção principal, embora pouco usual, é, o mesmo que em grego pôr à prova, mais que tentar, no sentido comum.
POR A PROVA - Uma das grandes histórias do Antigo Testamento é a de como Abraão quase chega ao ponto de sacrificar o seu filho Isaque. "Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova" (Gênesis 22:1).
Assim como o metal deve ser provado antes de usar-se na confecção de uma ferramenta, para ver se será capaz de suportar as tensões e esforços que deverá resistir, o ser humano deve ser posto à prova antes que Deus possa usá-lo para o cumprimento de seus propósitos.
PROPÓSITO DA PROVAÇÃO
·        não tem o propósito de nos fazer pecar, mas o de fazer que conquistemos o pecado
·        Não se propõe a nos transformar em homens maus, mas em homens bons.
·        Não tem como objetivo nos debilitar, e sim fazer que surjamos da prova mais fortes, puros e valiosos.
·         não é um castigo de nossa condição humana, e sim a glória de ser homens. É a prova que sobrevém ao homem que Deus quer usar.
O LUGAR DA PROVA
Deserto de Jesimom, que significa "a devastação" - 52 quilômetros por 25 quilômetros. Deserto de areia amarela e cheio de pedras recortadas. Vai de Jerusalem ao Mar Morto.
Jesus foi ao deserto para estar sozinho.  Deus lhe tinha falado; agora devia pensar como cumpriria a missão que Deus lhe havia encomendado; devia organizar seus planos antes de começar sua obra; tinha necessidade de estar sozinho.
Há certas coisas que devem refletir-se na solidão. Há momentos em que o conselho de outros não serve para nada. Há momentos quando a pessoa deve deixar de agir e ficar a pensar. É possível que a maioria dos enganos que cometemos se devam ao fato de que não nos damos a oportunidade de estar sozinhos com Deus.

1.     A CIRCUNTANCIA DA PROVAÇÃO
1.1  – DEPOIS DE UM MOMENTO ÁUREO - A REAÇÃO- Os três autores dos evangelhos sinóticos sublinham o fato de que as tentações seguiram imediatamente ao batismo. Marcos diz: "E logo o Espírito o impeliu para o deserto" (Marcos 1:12).

O CASO DE ELIAS - Com extraordinária coragem Elias, em total solidão, enfrentou e derrotou os profetas do Baal no Monte Carmelo (1 Reis 18:17-40). Esse foi o grande momento de coragem e testemunho de Elias. Mas a matança dos profetas do Baal provocou a ira da malvada Jezabel, e esta ameaçou tirar-lhe a vida. "Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba..." (1 Reis 19:3). O homem que tinha enfrentado intrepidamente a todos os que lhe puseram pela frente fugia, agora, açoitado pelo terror. Tinha chegado o momento da reação.

UMA DAS LEIS DA VIDA - Sempre, depois de algum grande momento, de alguma grande experiência, sobrevém o momento da reação. Parece  que quando nosso poder de resistência chegou a um de seus pontos máximos, produz-se uma queda em cadeia que o leva a um até o mais baixo ponto.

APROVEITANDO A VULNERABILIDADE - O tentador, cuidadosa, sutil e habilmente escolheu este momento para atacar a Jesus. Convém-nos estar em guarda depois daquelas oportunidades em que a vida nos levou a um de nossos momentos cúspides, porque é então quando estamos no maior perigo de cair ao abismo.

1.2   FOI UM CONFLITO INTERIOR E NÃO EXTERIOR

Foi um conflito que se travou em seu interior, em seu coração, mente e alma. A prova disto é que não existe uma montanha de onde possam ver-se todos os reino da Terra. Trata-se de um conflito interior. Mediante nossos pensamentos e desejos mais secretos é como o tentador chega até nós.

1.3 NOSSA LUTA É CONSTANTE
Não devemos pensar que nesta única campanha Jesus derrotou definitivamente ao Demônio, e que este nunca mais voltou a assediá-lo,
O tentador voltou a atacá-lo em Cesaréia de Filipe quando Pedro procurou dissuadi-lo de tomar o caminho da Cruz, ocasião em que teve que repetir as mesmas palavras com que tinha derrotado a Satanás no deserto: "Sai de diante de mim, Satanás!" (Mateus 16:23, TB). Ao terminar o dia Jesus pôde dizer a seus discípulos: "Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações" (Lucas 22:28).
E nunca em toda a história houve outra luta contra a tentação comparável a que Jesus travou no Getsemaní, quando o Demônio tentou fazê-lo abandonar o caminho da Cruz (Lucas 22:32-44).
"A vigilância eterna é o preço da liberdade." Na luta do cristão não há trégua. Ninguém nunca chegará ao estágio de estar além da provação.  Jesus nunca chegou a essa etapa. Teve que lutar sua batalha desde o começo até o final.
1.4 AS PROVAÇÕES OCORREM EM CIMA DOS DONS QUE TEMOS
As tentações que assaltam a Jesus são tentações que só podiam ter atacado a alguém que sabia que era capaz de fazer coisas maravilhosas.
Somos tentados em nossos dons. A pessoa que está dotada de atrativo será tentada a usar esse dom para "sempre fazer sua própria vontade". A pessoa dotada do poder de usar habilmente as palavras será tentada a usar seu domínio da linguagem para justificar de maneira enganosa seu comportamento. A pessoa que possui uma imaginação vívida e delicada deverá suportar a agonia de tentações que uma pessoa menos sensível jamais sofrerá. A pessoa que possui grandes dotes intelectuais será tentada a usar essas dotes para seu próprio benefício e não para servir a outros, para converter-se em amo e não em servo dos homens. Um dos aspectos mais sombrios da tentação é que precisamente é em nossos pontos fortes, e não em nossas debilidades, onde mais cuidado devemos exercer.
1.5 JESUS NARRA ESSA HISTÓRIA PARA NÓS
No deserto estava sozinho. Ninguém o acompanhava quando travou esta batalha. E conhecemos a história graças ao fato de que Jesus deve tê-la contado a seus discípulos.
Aqui temos o próprio Jesus que nos narra sua própria autobiografia espiritual. Devemos nos aproximar desta história com uma reverência particular e única, porque nela Jesus nos está despindo seu coração e sua mais íntima espiritualidade.
Está dizendo aos homens que provas precisou suportar. É a mais sagrada de todas as histórias sobre Jesus, e nela Jesus nos está dizendo que está em condições de ajudar a todos os que sejam tentados, porque ele mesmo precisou suportar a tentação mais atroz. Abre o véu que ocultava seus conflitos mais profundos para nos ajudar em nossos conflitos.





2.     O ATAQUE DO TENTADOR

2.1    TRANSFORME AS PEDRAS EM PÃES
Era a tentação a que Jesus usasse seus poderes de modo egoísta, para seu próprio benefício. E isto é precisamente o que sempre se negou a fazer. Não há homem ou mulher que não se sinta tentado alguma vez em sua vida a usar de modo egoísta os dons que recebeu de Deus. EX: cantar bem, teatralizar, falar bem...
Era a tentação de basear seu ministério em bens materiais – dando pães aos pobres. Isso seria subornar os homens para que o seguissem. Seria  persuadi-los a segui-lo pelos benefícios que podiam receber dEle, e a única recompensa que Jesus podia oferecer era uma cruz. CONTRA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. De modo que Jesus responde ao tentador com as mesmas palavras que expressam a lição que Deus quis ensinar a seu povo quando peregrinava pelo deserto: "Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem" (Deut. 8:3). A única maneira de possuir uma satisfação plena é aprender a depender totalmente de Deus.

2.2   EM UMA VISÃO LEVOU A JESUS ATÉ A PARTE MAIS ALTA DO TEMPLO E ORDENOU QUE PULASSE (SALMO 90:11-12).
JESUS NÃO QUERIA BASEAR SEU MINISTÉRIO EM MARAVILHAS.
Quem escolhe atrair a lealdade dos homens mediante ações maravilhosas, oferecendo a eles experiências sensacionais, adotou um método sem futuro algum. A razão é muito simples. Para conservar seu poder deve produzir ações cada vez mais sensacionais. O QUE É  pão para hoje É fome para amanhã.
Em segundo lugar, essa não é maneira de usar os poderes divinos. "Não tentarão ao Senhor teu Deus" (Deut. 6:16). Isto é exatamente o que Jesus queria dizer. Não tem sentido provar a Deus para ver até onde o pode obriga-LO a agir. Deus espera que qualquer ser humano aceite riscos quando se trata de ser fiel a seu mandato, mas não que alguém procure o risco para enaltecer seu próprio prestígio. A fé que depende de maravilhas e sinais não é uma autêntica fé. Se a fé não pode acreditar sem recorrer às sensações não é verdadeiramente fé, mas sim dúvida que quer provas e que as busca equivocadamente.
2.3   "TUDO ISTO TE DAREI SE PROSTRADO ME ADORARES."
Não havia dito o mesmo Deus a seu escolhido: "Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão" (Salmo 2:8). O que o tentador estava dizendo a Jesus era "Entremos em acordo! Seguirão a ti sem exigências...
A tentação, neste caso, consistia em comprometer a pureza do evangelho em vez de apresentar sem atenuante algum as exigências de Deus para o mundo. Era a tentação de procurar avançar começando com uma retirada, de tentar trocar o mundo fazendo-se igual ao mundo. Acordo com o inimigo, negociando a fé.
A réplica de Jesus não demorou para fazer-se ouvi. “Ao SENHOR, teu Deus, temerás, a ele servirás” (Deut. 6:13). Jesus estava plenamente seguro de que jamais poderemos derrotar o mal, começando a fazer concessões ao mal. Deste momento em diante estabeleceu o caráter insubornável da fé cristã. O cristianismo não pode descer até o nível do mundo.
CONCLUSÃO
De modo que Jesus tomou sua decisão:
·        Decidiu que nunca subornaria os homens para O seguirem;
·        decidiu que o seu não seria um caminho de sensacionalismos;
·        decidiu que não podia comprometer com o mal a mensagem que pregava ou a fé que demandava como resposta a essa mensagem.
Esta escolha significava inevitavelmente a cruz, mas a cruz, com a mesma inevitabilidade, significava também a vitória final.
DEPOIS DA PROVA PRECISAMOS CHEGAR A ESSAS DECISÕES, NA DIREÇÃO DE DEUS E ORIENTADOS POR SUA PALAVRA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada

[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam fictícias, ela se baseia num episódio real.

Meu caro Ricardo,

   Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever João, nosso amigo comum. Não lhe encontrei. João me disse que você e a Raquel, sua namorada, tinham saído com a turma da mocidade para um acampamento no fim de semana e que só regressariam nessa segunda bem cedo.

   Saí com o João para comer pizza após o culto e falamos sobre você. João abriu o coração. Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido com Raquel para motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar com Raquel quando terminarem a faculdade.

   Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Você e a Raquel, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, João me disse que o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês frequentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou diante de João para justificar sua ida a motéis com a Raquel.

   Se entendi direito, você argumenta que não há nada na Bíblia que proíba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).

   Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32 "28 Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. 29 Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. 30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno.";Mt 15:19 "Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias."; João 8:3 "Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio"; 1Coríntios 7:2 "mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido."; 1 Co 6:9 "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas"; Gálatas 5:19 "Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia"; Efésios 5:3-5 "Mas a prostituição, e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos, 4 nem baixeza, nem conversa tola, nem gracejos indecentes, coisas essas que não convêm; mas antes ações de graças. 5 Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus"; Colossenses 3:5 "Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;"; 1Tessalonicenses 4:3-5 "Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, 4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, 5 não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus"; 1Timóteo 1:10 "para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina"; Hebreus 13:4 "Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará"; Apocalipse 21:8 "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte"; Apocalipse 22:15 "Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira."). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.

    Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. Bom, é certo que o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, do ponto de vista bíblico, não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família e dominar o mundo. O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e consequências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.

    É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. É uma triste constatação que o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.

    O João me disse ainda que você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que argumentou que tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. Ricardo, é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. Além do mais, como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. Lembre inclusive que não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.

    Não posso deixar de mencionar aqui que na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, a qual também é chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16 "Não temos nós todos um mesmo Pai? não nos criou um mesmo Deus? por que nos havemos aleivosamente uns para com outros, profanando o pacto de nossos pais? 11 Judá se tem havido aleivosamente, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do Senhor, o qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho. 12 O Senhor extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isto, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao Senhor dos exércitos. 13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choros e de gemidos, porque ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão. 14 Todavia perguntais: Por que? Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. 15 E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. 16 Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis.").

    Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.

    Agora, o pior argumento que ouvi do João foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." Acho esse o pior argumento porque ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. Esse sempre foi o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).

    Como seu amigo e pastor, permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, Ricardo, antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13 "antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado"). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar com a Raquel e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.

 Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. Traga a Raquel também. Estou orando por vocês.

domingo, 21 de outubro de 2012

LEVANDO A SÉRIO O CASAMENTO

SETE ERROS QUE NÃO PODE COMETER NO  CASAMENTO



 NÃO LEVAR A SÉRIO OS VOTOS  CONJUGAIS QUE FIZERAM NO DIA DO PACTO. "Prometo te amar em qualquer circunstância até que a morte nos separe." PERMITIR QUE A FAMILIARIDADE GERE O DESRESPEITO. Um dos desafios no casamento, é manter o espírito romântico e a gentileza como quando os dois ainda eram namorados. Você ainda faz surpresas agradáveis para o seu cônjuge?
NÃO RECONHECER OS PRÓPRIOS ERROS E SEMPRE TRANSFERIR A CULPA PARA OUTRO. Quando o marido e a mulher não reconhecem os próprios erros, cada um constrói um inferno para o outro. Podemos chamar isso de suicídio conjugal. Lembre-se, o desejo de mudar é uma grande prova de amor. Quem mais se esforça para que o seu casamento seja cada dia melhor?
NÃO TER UM CONSELHEIRO. A Bíblia diz no livro de Provérbios que na multidão de conselheiros há segurança. Um conselho sábio pode livrar o casamento de uma tragédia.  Qual foi a ultima vez que você procurou alguém para pedir um conselho sobre uma questão relevante sobre o seu casamento?
IGNORAR O VALOR DA MESA DE JANTAR COMO LUGAR DE ENCONTRO E COMUNHNÃO. Os casais levam a sério a importância da mesa de jantar e desligam a TV, o computador e o telefone quando estão fazendo suas refeições, vivem melhor e são mais felizes. É comum na sua casa todos sentarem à mesa na hora das refeições?
NÃO PRÁTICAR O DIÁLOGO SEXUAL COM A FREQUÊNCIA NECESSÁRIA. Em qualquer área da vida, tudo o que é demais, não é bom. Porém, quando recebemos menos do que precisamos, é prejudicial. É um perigo quando o marido ou a esposa sempre sai de casa com uma carência crônica por falta de diálogo sexual. A frequência com que vocês praticam o diálogo sexual tem sido o suficiente?
VIVER UMA VIDA CONJUGAL DE FACHADA. A insatisfação pode livrar qualquer casal de um casamento sem graça. Sempre é possível melhorar, depende da atitude de cada um. O segredo não é encontrar a pessoa certa, mas ser a pessoa certa dentro do casamento. Você está vivendo o que demonstra para as pessoas?

E-MAIL ENVIADO POR MORANE - PRIMA QUERIDA

CARTA MISSIONÁRIA - ESPANHA

AMADOS HERMANOS,

ESTAMOS ALEGRES PELAS MARAVILHAS QUE O SENHOR TEM FEITO AQUÍ NA ESPANHA, NAO TEMOS PALAVRAS PARA EXPRESSAR TAMANHA ALEGRIA. SALMO 126
NO DIA 30 DE SETEMBRO A IGREJA DE SANTANDER FEZ 3 ANOS DE VITORIA, HOJE SOMOS UMA IGREJA COM VARIAS NACIONALIDADES REPRESENTANDA, E CADA DIA O SENHOR TEM ACRESCENTADO VIDAS PARA HONRA E GLORIA DO SEU NOME. TIVEMOS A PRESENCA DO AP.CORAIOLA E A AP.MARILE
NOS DIAS 6 E 7 DE OUTUBRO TIVEMOS NOSSO SEMINARIO DE ADORACAO E LOUVOR NO AUDITORIO DA UNIVERSIDADE. UM BOM GRUPO DE PESSOAS PARTICIPARAM E APRENDEMOS QUE SOMOS UM ADORADOR ONDE ESTIVERMOS, ESTAMOS LEVANTANDO UM ALTAR DE ADORACAO AQUÍ NA ESPANHA. TIVEMOS A PRESENCA NO PR.ROSIVALDO DE ARAUJO FILHO
NO DIA 14 DE OUTUBRO REALIZAMOS O BATISMO DE 10 IRMAOS, NA IGREJA DE BASAURI (PAIS BASCO) IRMAOS DAS CONGREGACOES DE MUNGIA, BAUSARI E SANTANDER. EM ESPECIAL NOSSO FILHO SAMUEL SILAS DESCEU AS AGUAS, FOI DE GRANDE EMOCAO.
EM SETEMBRO TAMBEM TIVEMOS A VISITA DOS PASTORES NILLIS E IVONILDES, ESTIVERAM ORANDO POR NOS PELO NOSSO MINIESTERIO, NOS ABENCOARAM GRANDEMENTE.
RESPOSTAS DE ORACAO:
1- PR.SAMUEL MELHOROU A SAUDE E GANHOU A CIRURGIA DE REDUCAO DE ESTOMAGO PARA O PROXIMO ANO QUE VAI AJUDALO NA DIABETES.
2- MIS.ANA SILVIA GANHOU SEU TRATAMENTO DENTARIO, HA ANOS SOFRIA DE MUITAS ENCHAQUECAS.
3- OS MENINOS COMECARAM O CURSO ESCOLAR E DEUS MOVEU RECURSOS PARA COBRIR AS DESPESAS EXTRAS QUE SURGIRAM ESTE ANO.
4- A IRMA RUTH RECEBEU O MILAGRE DE FICAR GRAVIDA, POIS O CASAL JA TINHA TENTADO ATE COM INSIMINACAO MAIS NAO DEU RESULTADO. 99% ERA IMPOSSIVEL. DEUS FAZ MILAGRES.
5- NOSSA IGREJA RECEBEU PELA PRIMEIRA VEZ A BOLSAS DE ALIMENTOS DO GOVERNO, PODEMOS AJUDAR MUITAS FAMILIAS EM CRISES. VALEU A PENA TODO SACRIFICIO DE ORGANIZARMOS A IGREJA JURIDICAMENTE.
PEDIDOS DE ORACAO:
1- PELA NOSSA SAUDE E COBERTURA ESPIRITUAL
2- PELA LIBERTACAO DE UM JOVEM ESPANHOL QUE VEIO DO ESPIRITISMO E BRUXARIA
3- POR LIBERTACAO DAS MENTES DO SECULARISMO E DO CONFORMISMO QUE DOMINA A ESPANHA. DEUS DE UM TEMPO NOVO PARA ESSA NACAO.

ESPANHA EM CRISE - ORE

FAMÍLIAS SÃO EXPULSAS DE SUAS CASAS

Órgão estima que, até o final do ano, mais de 180 mil famílias serão expulsas de suas casas
BBC | 03/10/2012Em meio à crise econômica que assola a Espanha, mais de 500 famílias são despejadas a cada dia no país por não pagar aluguel ou prestações do financiamento imobiliário.
Desde 2008, já foram quase 400 mil execuções hipotecárias. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ), órgão do governo, registrou 46.559 despejos. Por dia, 517 famílias foram despejadas suas casas por inadimplência.
A Plataforma dos Afetados pela Hipoteca (PAH), entidade criada para chamar atenção para o problema, estima que, neste ritmo, o país terminará 2012 com mais de 180 mil famílias despejadas.
Ada Colau, ativista do direito à moradia e uma das fundadoras da PAH, critica que a legislação ampare as entidades bancárias, mas não os cidadãos que perdem o emprego e não podem pagar o empréstimo.
Ela afirma que, na época do boom imobiliário, o governo “facilitou o crédito de maneira irresponsável” e, agora, anuncia cortes em gastos com educação e saúde, enquanto resgata a entidades bancárias.
A PAH reúne assinaturas para uma iniciativa legislativa popular, na qual propõe, entre outras coisas, a paralisação dos despejos durante a crise e a destinação de residências desocupadas para o aluguel social. “É preciso tratar a moradia como um direito.”
De bolha imobiliária a casas vazias
Entre 1997 e 2007, construíram-se 390 mil moradias por ano na Espanha, e os preços dos imóveis aumentaram em 200%. Hoje, sobram casas vazias.
Segundo dado preliminar do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para o Censo deste ano, entre 5 milhões e 6 milhões de moradias no país estariam vazias, o que representa 20% do estoque imobiliário residencial.
A Catalunha é uma das comunidades autônomas mais atingidas pela crise imobiliária, onde são realizados 20% dos despejos do país, segundo o CGPJ.
Em ações coletivas da PAH, famílias que perderam judicialmente seus imóveis ocuparam quatro edifícios vazios embargados por bancos na Catalunha.
Ocupação
Um edifício da rua Pompeu Fabra, em Terrassa (a 23 km de Barcelona), está ocupado por 11 famílias desde dezembro passado.
A ocupação foi uma forma de chamar a atenção das autoridades para que pressionem as entidades bancárias e também a única saída para que essas famílias tivessem um teto, ainda que provisório.
É o que explica José Arturo Ramírez, 44 anos, soldador desempregado há quatro anos, que ocupa um dos apartamentos com a mulher, dois filhos, o genro e o neto.
Ramírez é uma das vítimas do setor mais castigado nesta crise econômica, o da construção civil. “Ninguém tinha ideia de que terminaria assim, mas os bancos, sim, sabiam. Era muito fácil conseguir um financiamento”, lembra.
O soldador devolveu o imóvel, mas não quitou completamente a dívida. O apartamento que pertenceu a ele, hoje, continua vazio. “Queremos o diálogo com o governo e com as entidades bancárias.”
Em meio às dificuldades, Ramírez evita fazer planos para o futuro. “Pensei em tirar minha própria vida. Hoje, sigo o conselho do meu médico e vivo cada dia. Se eu desmorono, quem me levanta?”
No mesmo edifício ocupado, vive Soraya Urbano Oviedo, 31 anos, junto com o marido e os dois filhos. Quando ficou desempregada e o marido teve de fechar o negócio por causa da crise, propuseram ao banco um refinanciamento da dívida.
“A resposta foi que, se não pagássemos, nos tirariam a casa.”
Seu antigo apartamento também continua vazio. “Eu o vejo diariamente. Me dá muita pena, está se deteriorando. Tenho vontade de entrar lá”, confessa. “Não sei se voltaria a ‘ocupar’. Não é o que quero para os meus filhos.”
Soraya e Ramírez são uns dos poucos que conseguiram o perdão de parte da hipoteca. A maioria não consegue, como Montserrat Colomer, 34 anos, operária.
O apartamento onde mora já foi leiloado em 2010 e ela pode receber um novo aviso de despejo a qualquer momento. “Se me tiram da minha casa, vou ‘ocupar’ outra, porque meus três filhos não ficarão na rua e ninguém vai tirá-los de mim”, avisa.
O dia da entrevista à BBC Brasil era aniversário do filho de 5 anos. Não houve festa, nem bolo. O próximo salário de Montserrat está reservado para comprar os livros da escola.
Mais pobreza
A Cáritas, confederação oficial das entidades católicas de caridade, registrou um aumento de 174,2% de pessoas atendidas de 2007 a 2011 nos serviços de acolhida e assistência, 3,5 vezes superior que há dez anos.
A entidade passou a oferecer no ano passado serviços de mediação de moradias, e 26% dos gastos em ajudas econômicas são destinados a moradia, atrás somente das demandas por alimentos (39%).
Segundo um estudo da Cáritas, a pobreza é um fenômeno que nos últimos anos se tornou mais extenso, mais intenso e mais crônico no país.

OREM PELA ESPANHA, ORE PELO TRABALHO MISSIONÁRIO QUE ANA SILVIA E SAMUEL FAZEM LÁ.
A CRISE ECONOMICA ESTÁ CADA VEZ PIOR E ELES PRECISAM DE ORAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA.
SEJA UM ABENÇOADOR DESSA OBRA.

DEUS ABENÇOE. SILVANA

terça-feira, 9 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

VAI TER SEGUNDO TURNO EM SÃO LUIS


Prefeito

VAI TER SEGUNDO TURNO EM SÃO LUIS
  • 1º Foto de Edivaldo Holanda Júnior Edivaldo Holanda Júnior PTC 2ºT 36,44% 186.184 votos
  • 2º Foto de Castelo Castelo PSDB 2ºT 30,60% 156.320 votos
  • 3º Foto de Eliziane Gama Eliziane Gama PPS 13,81% 70.582 votos
  • 4º Foto de Washington Washington PT 11,02% 56.328 votos
  • 5º Foto de Tadeu Palácio Tadeu Palácio PP 4,82% 24.608 votos
  • 6º Foto de Marcos Silva Marcos Silva PSTU 2,15% 11.007 votos
  • 7º Foto de Haroldo Saboia Haroldo Saboia PSOL 0,80% 4.074 votos
  • 8º Foto de Ednaldo Neves Ednaldo Neves PRTB 0,35% 1.810 votos
  • Brancos 2,52% (13.765)
  • Nulos 4,04% (22.092)
  • Votos válidos 93,44% (510.913)

AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.....
QUEM APOIARÁ QUEM?
E A POLÍTICA NA IGREJA?

“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes… não difamem a ninguém… sejam cordatos… para com todos os homens.” Tt 3.1,2
 “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resistem à ordenação de Deus.” Rm 13.1,2
A Lei 9.504/97 proibe usar o púlpito dos templos para campanhas políticas e no seu  art. 24   proibe que os recursos da Igreja sejam destinados a essas campanhas eleitorais. Nosso papel como líderes eclesiásticos é formar eleitores conscientes de seu papel cívico para que escolham o melhor candidato pra sua cidade, estado e país e não cair no engodo do “curral eleitoral” e do “coronelismo santo”.
Silvana Machado